Algodão surpreende e quebra regra histórica no Brasil
A avaliação também aponta recuperação após fevereiro
A avaliação também aponta recuperação após fevereiro - Foto: USDA
O Brasil registrou em março o maior volume de exportações de algodão já observado para o mês, contrariando padrões históricos e indicando mudanças no ritmo dos embarques ao longo do ano. O desempenho reforça a capacidade do país de ampliar sua presença no comércio internacional mesmo fora do período tradicional de pico.
Foram embarcadas 347,8 mil toneladas de algodão bruto, com crescimento de 45,4% no volume e de 33,6% na receita em comparação a março de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 530,1 milhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão. Segundo a entidade, o resultado rompe a ideia de concentração dos embarques entre setembro e dezembro e indica maior regularidade ao longo da safra.
A avaliação também aponta recuperação após fevereiro, quando chuvas nas regiões produtoras afetaram a logística. No acumulado de julho a março, o país já exportou cerca de 150 mil toneladas a mais que no mesmo período da safra anterior. O algodão ocupa a terceira posição nas exportações do setor agropecuário, com 6,42% de participação, e aparece em 12º lugar no ranking geral.
O avanço foi sustentado pela diversificação de mercados. A China liderou com 29,5% dos embarques, seguida por Bangladesh, com 16%. Índia, Vietnã e Turquia também tiveram participação relevante, além de Paquistão, Indonésia, Malásia, Egito, Coreia do Sul, Maurício, Argélia, Tailândia e Japão. Mesmo após mudanças tarifárias, a Índia manteve compras expressivas, sinalizando consolidação do produto brasileiro naquele mercado.
A análise da entidade indica que, mesmo diante de incertezas no comércio global, o Brasil segue competitivo e com espaço para ampliar destinos, impulsionado pelo crescimento da produção e pela demanda internacional.